Nota de Introdução

Este blogue destina-se a alimentar o espírito com questões fundamentais da vida social que não são por norma ventiladas em público e muito menos pelos órgãos de comunicação social. São pequenos e breves textos que tentam alimentar a atenção dos mais atentos dando o toque de saída para boas cavaqueiras sobre temas do interesse de uma minoria de cidadãos que se interessa por estas coisas.

As publicações vão sendo feitas segundo a disponibilidade. Alguns artigos terão sido escritos muito anteriormente à data da sua publicação. Factores a considerar são a revisão dos textos que, por vezes, demora mais do que o tempo para os escrever, a pesquisa necessária para os elaborar e condensar por serem textos curtos, e, ainda, seleccionar textos escritos há alguns anos, sendo necessária uma busca por diversos blocos de notas armazenadas em caixas.

Rogério Ferreira

Saber Ler Entrelinhas

Aproveitando o advento da Internet, resolvi criar este blogue em português dando o meu contributo à língua portuguesa numa altura em que ela sofre uma crucificação permanente pelos seus falantes, em geral, que não se dão ao trabalho de a falar correctamente, honrando assim esta língua, e também para os leitores em Portugal, nas comunidades portuguesas e de expressão portuguesa, pois existe muito material escrito em inglês em matéria daquilo que é politicamente correcto e o seu impacto negativo na liberdade de expressão do mundo ocidental actual mas muito pouco em português.

Andámos a adquirir direitos durante o Século XX para andarmos a perdê-los no Século XXI.

O estado canadiano, por exemplo, resolveu passar leis que ditam como devemos falar (novos pronomes relativos ao tratamento de pessoas com tendências sexuais diferentes que devem ser tratadas com o uso de pronomes adequados à sua condição).

A língua evolui naturalmente e não por decreto.

Faço-o também, depois de ter criado blogues em inglês, para dar o meu contributo à língua portuguesa e tentar manter viva a chama da sua ortografia na sequência da crucificação que sofreu com a nova imposição por decreto do novo “acordo”.

Aqui, o leitor que não domine a língua inglesa e também pelo prazer de ler em português terá a oportunidade de ler o que escrevo em inglês e que irei traduzindo.


Não escrevo em “acordês” porque não sigo o (des) acordo ortográfico.


O estado do mundo (zeitgeist) nos tempos que correm resume-se a um ataque feroz à intelectualidade e liberdade de expressão, sobretudo no mundo ocidental, que se revela perniciosamente de várias maneiras, mas sempre em nome da “igualdade de direitos”.

Isto é feito através de uma engenharia social modificando o comportamento humano de forma a piorar as condições de vida do Homem com o pretexto de uma melhoria de vida.

Este fenómeno manifesta-se, por exemplo, através do politicamente correcto e justiça social, entre diversas outras maneiras, sendo uma delas o feminismo (que nada tem a ver com igualdade de oportunidades mas sim com o fim da masculinidade) assim como a imposição de valores de entidade colectiva (tribalismo) em detrimento dos valores do indivíduo.

A competitividade é valorizada em oposição à entreajuda para o bem comum.

Caminhamos a passos largos para um mundo desprovido de valores fundamentais de conduta, como o respeito e a família como base do equilíbrio individual e social, entre outros valores essenciais para uma vida em paz e harmonia.

Surgem agora no meio do caos social que atravessamos pensadores que analisam este fenómeno social e nos orientam, como Jordan Peterson, entre outros, tentando ajudar-nos a sair do marasmo social em que fomos mergulhados e a manter a sanidade mental necessária para restabelecer a ordem nas nossas vidas tirando sentido do caos que tem vertiginosamente vindo a assolar a nossa sociedade.

Jordan Peterson é psicólogo clínico e professor universitário no Canadá, tem palestras no YouTube, escreveu o livro 12 Regras para a Vida, e tem sido entrevistado por convite em todo o mundo, sistematicamente debaixo do fogo da comunicação social ocidental instalada e das minorias radicais extremamente organizadas, e com demasiado poder, que o acusam de destabilizar a ordem social.

Espero poder contribuir com estes pequenos textos para um mundo melhor, livre de constrangimentos desnecessários que só atrofiam o desenvolvimento e asfixiam a mente.

Rogério Ferreira

2012

Cada pessoa tem, em princípio, um mundo de pensamentos a partilhar. Por mim, partilho parte do meu antes que o mundo acabe…

Resolvi escrever este texto aproveitando o advento da nova era tecnológica em que a escrita se tornou acessível ao comum dos mortais deixando assim de ser privilégio de escritores e jornalistas… E de Deus (Os Dez Mandamentos). Acabou-se o longo e dispendioso processo desde a captação das ideias à sua publicação.

Há mais liberdade em relação ao que se escreve e se lê, nem que seja aparente. A censura agora terá de ser feita por algoritmos…

O acesso à escrita, tradicionalmente dominada pela imprensa, editoras e livreiros, tornou-se domínio público, para o bem comum. O custo de consulta da Internet é hoje acessível à maioria das pessoas, ao contrário do que se passa com os livros, devido, claro, aos custos inerentes.

Tenho agora a oportunidade de publicar uma série de ideias que registei ao longo dos meus tempos de ócio, disposição e propósito, e algumas das quais resolvi partilhar, depois de amadurecer algumas ideias acerca do que fui registando com base naquilo que tenho observado no fenómeno que é a vida neste mundo, onde a loucura sem limites convive com o bom senso.

A escrita ajuda a manter a sanidade mental enquanto uma pessoa se questiona num mundo belo e frágil que se vai desmoronando aos poucos, ao mesmo tempo que corre contra um muro a uma velocidade vertiginosa e onde alguns de nós se vão agarrando às boas memórias de um passado que apesar de mais ingénuo era, talvez por isso, mais feliz. Os dias de hoje deixarão recordações menos boas. Pergunto se a evolução não deveria ter feito de nós seres mais felizes.

Se o mundo acabar este ano, como se diz, já não me poderei queixar de não ter tido um blogue, “como as pessoas”.

Rogério Ferreira

Enxaqueca

A enxaqueca é uma dor de cabeça – ou cefaleia – terrivelmente forte que começa devagar e pode ser distribuída por toda a cabeça ou apenas numa determinada região da mesma, muitas vezes sendo uma faixa de dor que vai de um lado ao outro por cima da cabeça.

Dos alegados 150 tipos existentes de dor de cabeça, a pior, de longe, é a enxaqueca.

Um ataque de enxaqueca provoca um enorme mau estar que pode levar ao enjoo e até ao vómito mesmo de estômago vazio, a pessoa afectada fica impossibilitada de fazer seja o que for requerendo repouso absoluto num quarto insonorizado e escuro por tempo indeterminado na ausência de medicação muito específica, que vai muito além de um simples analgésico.

É difícil determinar as causas da enxaqueca.

Só no Reino Unido, cerca de 10% da população (8 milhões de pessoas – uma mulher em cada cinco e um homem em cada quinze – aproximadamente) tem ataques regulares de enxaqueca.

No Brasil, há cerca de 30 milhões de pessoas que sofrem de enxaqueca.

Em todo o mundo há cerca de 300 milhões de pessoas com este mal crónico.

Em Portugal não foram encontradas estatísticas a este respeito.

Os custos relacionados com a perda de produtividade de funcionários com enxaqueca na Europa são de cerca de 27 biliões de euros por ano. Os mesmos custos nos Estados Unidos ascendem a 17 biliões de dólares.

A Organização das Nações Unidas colocou a enxaqueca entre as 5 doenças mais incapacitantes em todo o mundo.

As causas da enxaqueca são várias e as suas implicações também. Deve levar-se uma vida regrada, o que nem sempre é possível, a fim de minimizar sintomas e ataques. Os violentos ataques de enxaqueca podem ser provocados por noites mal dormidas ou fora de horas, excesso de álcool, alimentação deficiente, trabalhar sob pressão, preocupações excessivas, muito barulho, como causas mais comuns, e um sem número de outro tipo de situações que vão desde a ingestão de chocolate ao encandeamento por luz muito forte.

A enxaqueca é muito subjectiva. Cada indivíduo afectado é atacado de maneira diferente embora haja um pequeno grupo de pessoas afectadas que reage bem aos mais diversos fármacos “privilegiados” pelas farmacêuticas. Para quem realmente sofre de enxaqueca, uma aspirina, ou uma caixa inteira delas, revela-se absolutamente inútil, assim como a vasta gama de fármacos disponível presentemente (2020) em farmácias.

O inexplicável desaparecimento do Migraleve Rosa em finais do ano passado (2019) no Reino Unido – Portugal (2013) e Espanha (2015) – depois de mais de 30 anos disponível em farmácias, sem receita médica, por apenas cerca de 4 libras (cerca de 5 euros) cada caixa com uma carteira de 12 comprimidos, à data da sua extinção, gerou perplexidade em milhões de sofredores.

Já tinha havido interrupção no fabrico do Migraleve Rosa em Portugal no ano de 2003.

Não houve, até à data desta publicação, qualquer investigação quanto ao misterioso desaparecimento do medicamento Migraleve Rosa após mais de trinta décadas da sua comercialização e comprovada eficácia em Portugal.

O Migraleve desapareceu de repente sem qualquer justificação para o consumidor. Após uma volta por algumas farmácias do país, de norte a sul, constatei que a opinião dos farmacêuticos não é unânime quanto ao facto. Uns dizem que se encontra esgotado “há uns anos”, outros dizem que foi descontinuado por alegadamente conter componentes cancerígenos, e outros dizem que o produto “não foi descontinuado” e que se encontra apenas em “espera indefinida”.

Entretanto, perguntam logo se queremos Migraspirina, Migretil, Zomig (caríssimo) e uma panóplia quase infindável de medicamentos disponíveis, mas nenhum chega de longe ao Migraleve… Aparentemente descontinuado no final do ano passado.

São comercializados medicamentos em Portugal que alegadamente tratam a enxaqueca mas nenhum deles provou ser cem por cento eficaz contra um verdadeiro ataque de enxaqueca.

A tendência generalizada nas farmácias é para desdramatizar e remediar os ataques com outros medicamentos, mas, eu, pessoalmente, experimentei todos e nenhum resultou. E não sou o único.

Além do custo da medicação alternativa à enxaqueca em Portugal ser substancialmente superior ao do Migraleve à data do seu repentino desaparecimento, alguns deles têm efeitos secundários mais graves.

Foi entretanto posto à venda o Nurofen, que contém Ibuprofeno e cujo uso está associado a um aumento de mais de 30% do risco de ataques cardíacos, de acordo com um estudo Dinamarquês que durou dez anos. Gunnar Gislason, orientador deste estudo, sugere que o medicamento não deveria ser vendido sem receita médica pois pode dar ao paciente a sensação de que é seguro.

O Migraleve tinha a particularidade de estancar completamente a dor rapidamente após ingestão de dois comprimidos durante a primeira hora de sintomas de um ataque agudo de enxaqueca. Os comprimidos eram revestidos e podiam ser tomados em jejum, além de provocar um excelente resultado na dor de cabeça ligeira (moinha) bastando para tal tomar apenas um comprimido rosa.

Surgem no mercado anúncios esporádicos de curas milagrosas, estilos de vida redutores e mezinhas, mas, só o café sem açúcar com duas a três gotas de limão por chávena, ou o chá de cravinho, ainda melhor, com uns sete a dez cravinhos num púcaro, pode evitar ou atenuar os efeitos nefastos de um ataque. O chá de cravinho previne também novos ataques.

Não há cura para a enxaqueca.

Na falta de medicação adequada (Migraleve Rosa) é necessário levar uma vida regrada, tendo em conta que os afectados devem dormir cerca de oito horas por dia, durante a noite.

Cada pessoa afectada tem de seguir orientações e traçar para si um plano de tratamento adequado.

E, agora, andar também com um saco de cravinhos no bolso……… Enquanto não proibirem a venda desta especiaria.

A enxaqueca em Portugal ainda é geralmente vista como uma grande dor de cabeça que pode servir de desculpa para quem não quer fazer nada. Só quem, de facto, sofre deste mal é que sabe o que significa verdadeiramente.

Aquilo que aparece escrito na Net em português é escasso, à excepção de muito poucos textos clínicos e outros de particulares publicados sobretudo no Brasil.

Não há estatística em Portugal relativamente a pessoas afectadas pela enxaqueca, o que pode levar a crer que os portugueses são imunes a esta doença. Mas, esse número não deve ser tão baixo, a constatar pelos vários portugueses que só eu sozinho conheço.

Não foi, até à data, comprovado qualquer efeito adverso grave provocado por Migraleve em pessoas sãs desde que seja tomado segundo as indicações presentes na bula.

Apesar da advertência nas embalagens, e recomendação dos farmacêuticos, em relação ao facto de o Migraleve causar dependência, pessoalmente, salvo duas ou três vezes em que não consegui adquirir este medicamento atempadamente, nunca tive necessidade de tomar mais do que a dose recomendada (2 comprimidos) para o desaparecimento da dor entre 10 a 15 minutos. Após a toma, o sintoma seguinte podia levar anos a surgir.

O MIGRALEVE™ Comprimido Rosa continha Paracetamol, Codeína e Buclizina, além dos excipientes descritos adiante, e as suas diferentes dosagens, era o único medicamento que, além de acabar com os sintomas, prevenia novos sintomas e ataques de enxaqueca, por conseguinte, actuando também como medicamento profiláctico, além de sintomático.

Ainda é possível adquirir Migraleve Amarelo no Reino Unido, embora não seja tão eficaz, visto que o amarelo é concebido apenas como medicamento complementar e, portanto, mais fraco.

Espero que este texto contribua de forma clara e breve para esclarecer os seus leitores que continuam a sofrer com a enxaqueca sem saber o que fazer. Aconselho sempre uma pesquisa complementar e pessoal. Uma vez esclarecidos, podem, e devem, se assim o desejarem, pressionar as autoridades competentes de acordo com o lema “a união faz a força” com a devida ajuda dos órgãos de comunicação social, para que voltem a fabricar o Migraleve Rosa, ou, seja justificado o seu perigo para a saúde pública.

Comparo a indústria farmacêutica à da moda pois, somos agora obrigados a usar as calças de ganga com o corte da moda que nos vão caindo pelas pernas abaixo à medida que caminhamos, também devido ao elastano (spandex) agora incluído obrigatoriamente no seu fabrico.

Ninguém parece queixar-se.

Esta publicação é fornecida com base nas ilações tiradas segundo uma pesquisa séria com vista a tentar entender o desaparecimento misterioso do medicamento Migraleve Rosa em todo o mercado farmacêutico, pelo menos na Europa. É também baseada, particularmente, na minha experiência pessoal e na de muitas pessoas que se deram ao trabalho de publicar na Internet porque sofrem, ou, no meu caso, já sofreram com esta doença.

É dedicada a todos os que sofrem regularmente de ataques de enxaqueca em Portugal.

A leitura deste artigo não dispensa a consulta de um profissional de saúde.

O/A leitor/a deve pesquisar também por si ou pedir a quem o faça por ele/a.

Rogério Ferreira

Nota Final:

O Migraleve não tem o mesmo efeito em todos os pacientes de enxaqueca e a sua toma não dispensa aconselhamento médico.

Este medicamento é utilizado no tratamento sintomático e profiláctico de enxaquecas, incluindo as crises de dores de cabeça, náuseas e vómitos.

Migraleve é especificamente formulado para o tratamento da dor de cabeça, desconforto e náusea associada à enxaqueca.

Fontes principais de pesquisa:

https://www.migraleve.co.uk/

https://thenewdaily.com.au/life/wellbeing/2017/03/17/is-ibuprofen-safe/

https://www.medicines.org.uk/emc/product/1188

https://www.expresschemist.co.uk/migraleve.html

https://www.migraleve.co.uk/migraine-causes.html

https://www.netdoctor.co.uk/medicines/aches-and-pains/a8076/migraleve-pink-paracetamol-codeine-and-buclizine/

https://www.diagnosia.com/pt/droga/migraleve

https://mulliganspharmacy.com/Product/1221/Healthcare/Pain-Relief/Migraleve-Pink-Migraine-Tablets-12-Pack

Bula Parcial deste medicamento aquando do seu fabrico em Portugal:

Cada comprimido de Migraleve contém as seguintes substâncias activas:

Paracetamol  (96%) …………………….520 Mg

(equivalente a 500,0 mg de paracetamol Ph. Eur.)

Fosfato de Codeína…………………….8,00 Mg

Cloridrato de Buclizina……………….6,25 Mg

Os outros excipientes são: Núcleo:

Laca de Eritrosina (E127), Sílica anidra coloidal, Amido pré-gelatinizado, Estearato de Magnésio Ácido esteárico

Revestimento:

Hipromelose

Dióxido de Titânio (E171)  Macrogol 400 Laca de Eritrosina Óxido de alumínio

Cada embalagem contém 12 comprimidos revestidos.

TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO:

Janssen-Cilag Farmacêutica, Lda.

Estrada Consiglieri Pedroso, 69 A – Queluz de Baixo 2734-503 Barcarena

Este folheto foi revisto pela última vez em 10-05-2007.

http://www.folheto.net/migraleve/

Post Scriptum

Não consegui incluir todas as ligações por causa destes “malditos” blocos brancos, Se mexia neles ainda era pior. Por isso, assim que me seja possível, tentarei colocá-los.